LÍDER DA TOR PROJECT DIZ: “FACEBOOK É UMA EMPRESA DE VIGILÂNCIA”

Vários mecanismos que usamos hoje virtualmente são usados totalmente ou parcialmente por suas ligações governamentais para que obtenham informações adicionais além das “necessárias” é mais que óbvio para uma boa parte dos leitores que acompanham este blog. No entanto, antes de se criar um pânico descontrolado é bom termos claramente em nossa mente que apesar do uso indevido que tais mecanismos controlados por essas empresas fazem, muitas vezes, propositalmente ou não, pessoas que publicam e divulgam coisas demais sobre suas vidas em redes sociais, por exemplo, são o ponto central para que um dos braços da Elite os use em questão de mostrar que somente as pessoas “abertas demais”, que falam sobre tudo sobre sua vida, seriam o único problema. O artigo: As Estratégias de Manipulação Que Controlam a Sociedade é de grande ajuda para você entender alguns dos artifícios usados hoje em dia.
No entanto, há uma questão no ar de usarmos outros métodos além dos convencionais para nos comunicarmos além dos populares, pelo modo que os atuais mecanismos de massa estão administrados. Mas a questão é, você tem usado de forma segura ou sem controle algumas das opções virtualmente populares? Se você entende essa questão, compreenderá um pouco melhor o artigo abaixo e o perigo atual:

Facebook é uma 'Empresa de Vigilância', diz Hacker que Colaborou no WikiLeaks


Num painel cheio de convidados engravatados, bem em linha com a formalidade e a seriedade do tema proposto ("Privacidade e Proteção de Dados On-line: Como Empresas, Governos e Usuários Podem Promover a Privacidade On-line"), um dos participantes chamava atenção por seu visual (bermuda, tênis, tatuagens): era Jacob Appelbaum, um dos líderes do Tor Project (software que permite aos internautas se comunicar de forma anônima na rede), ex-porta-voz do WikiLeaks e especialista em informática da Universidade de Washington.
Mas foi quando começou a falar que Appelbaum realmente roubou a cena, transformando-se numa das principais atrações do primeiro dia da Rio RightsCon e fazendo jus à alcunha de "o homem mais perigoso do ciberespaço", que a revista "Rolling Stone" lhe deu em um longo perfil.
Com um discurso fluido e engajado, o americano atacou todas as formas de controle on-line instituídas por governos e empresas, afirmou que nem questões de segurança nacional deveriam servir como argumento para restrições e vigilância na rede e ainda atacou dois dos patrocinadores da conferência, o Facebook e o Skype.
"O Facebook é basicamente uma empresa de vigilância. Eu o chamo de 'Stasibook' [em referência à Stasi, a polícia política da extinta Alemanha Oriental], porque você está sempre espionando e delatando seus amigos."
Para Appelbaum, o principal problema é que empresas como o Facebook e o Skype limitam propositalmente a segurança e a privacidade de seus usuários, seja porque lucram com seus dados ou porque cumprem exigências governamentais.
"Sob pretexto de segurança nacional, são criadas backdoors nos sistemas [para que os usuários possam ser rastreados] que podem ser usadas por outras pessoas. Os usuários estão sendo colocados em risco pelo próprio governo. Não deveríamos enfraquecer o sistema por causa da segurança pública."
Por causa desse acesso governamental aos dados dos cidadãos, o americano disse que "cada vez que você liga para seus amigos via Skype, está colocando-os em risco." "Deveríamos rejeitar essas empresas que comprometem nossa segurança e usar outros mecanismos, como os que permitem ligações encriptadas de ponta a ponta, trocas de mensagens seguras."
Acostumado à vigilância do governo americano (desde que foram divulgadas suas ligações com o WikiLeaks) e às críticas que recebe por conta do Tor Project (que, por tornar os usuários quase irrastreáveis, acaba sendo usado também para venda de drogas e outras atividades ilegais), Appelbaum tem respostas prontas para os ataques mais comuns:
"Maus elementos podem usar o Tor assim como usam celulares, estradas. Censurar a internet não é a forma de lidar com isso. A causa da pornografia infantil não é a internet, são as pessoas que cometem esse crime. Restringir a privacidade on-line não vai acabar com os estupradores de crianças".
"Essa é uma decisão que precisamos tomar como sociedade: é melhor todos estarmos seguros [ao usarmos tecnologias de comunicação], incluindo alguns dos vilões, do que ficarmos todos inseguros. Cada vez que alguém diz que devemos abrir exceções em direitos fundamentais por questões de segurança, devemos desafiar essa noção. A internet mudou a maneira como lidamos com segurança nacional. Não são apenas os provedores que podem violar a segurança, mas qualquer um com US$ 1.000."
Referência: Grupo Mídia

Wilson Ferreira

Técnico em SEO, liberal apartidário, autodidata em História, fascinado por mistérios, fundador e escritor. Se cada um fizer a sua parte, compartilhando no facebook e outras redes sociais, você estará ajudando o cenário político brasileiro, vamos juntar nossas forças em prol de um Brasil melhor.
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