Crise na Ucrânia: EUA e UE ampliam sanções contra Rússia

Os Estados Unidos e a União Europeia aprovaram nesta quarta-feira a ampliação do pacote de sanções contra a Rússia, alegando que Moscou vem apoiando rebeldes separatistas no leste da Ucrânia.
As novas medidas têm como alvo os setores bancários, de defesa e de energia, e afetam a gigante de petróleo Rosneft, várias empresas de armas e quatro funcionários do alto escalão do país.

Os Estados Unidos e a União Europeia alegam que ampliaram as restrições financeiras por enxergar interferência russa nos movimentos separatistas no leste da Ucrânia. Moscou, no entanto, nega que esteja apoiando os rebeldes.Em Bruxelas, os líderes da União Europeia suspenderam a cooperação financeira com a Rússia por meio do BEI (Banco Europeu de Investimento) e do BERD (Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento).
Segundo a correspondente da BBC em Washington Rajini Vaidyanathan, a nova ofensiva americana deve alcançar o impacto desejado porque afeta o presidente Putin "onde dói", e pode acarretar na redução de suas ações na Ucrânia.
Na terça-feira, o Pentágono disse ter observado um aumento do número de soldados russos na fronteira com a Ucrânia. Até 12 mil militares voltaram para a região, o que fortalece a suposição de que a Rússia ainda está apoiando o movimento separatista no país.
A Casa Branca diz que estas novas medidas são amplas, flexíveis e potentes. Segundo a jornalista da BBC na região, a inclusão da maior empresa de petróleo da Rússia é a que mais surpreende no pacote das novas medidas.
Já a União Europeia alegou que a ampliação das sanções visa a atingir o maior número de entidades que "representam uma ameaça à integridade da Ucrânia".

Intensos combates

A nova rodada de sanções dos Estados Unidos anunciadas pelo Tesouro dos EUA amplia significativamente o conjunto de medidas punitivas promovidas por Washington, que até então se limitavam a indivíduos da Rússia e da Ucrânia e a uma série de empresas.
Dessa vez, as restrições incluem a empresa de petróleo gigante Rosneft e dois grandes bancos - Gazprombank e Vnesheconombank.
O fabricante de armas Kalashnikov Concern também está na lista.
Duas entidades autoproclamadas rebeldes no leste da Ucrânia – a República Popular de Donetsk e a República Popular de Luhansk - também são alvo das sanções.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse em Washington que as novas medidas foram impostas porque a Rússia não cumpriu com suas promessas de apaziguar a crise na Ucrânia.
"Essas sanções são significativas, mas também são limitadas, projetadas para ter o máximo de impacto sobre a Rússia, limitando qualquer impacto em empresas americanas e de nossos aliados", disse.

Obama também destacou o apoio dos EUA para a Ucrânia, dizendo que "os ucranianos merecem construir seus próprios destinos."

Em Bruxelas, os líderes da União Europeia concordaram em reforçar as suas próprias sanções contra a Rússia. Eles disseram que a lista de "entidades e pessoas" afetadas seria anunciada até o final de julho.
A Rússia reagiu à decisão dos Estados Unidos. O vice-chanceler do país, Sergei Ryabkov, afirmou que Moscou irá tomar medidas "que serão sentidas muito dolorosamente em Washington", informou a agência de notícias estatal Interfax.
Enquanto isso, na própria Ucrânia, intensos combates continuam sendo registrados no leste do país.
Autoridades ucranianas disseram que 11 soldados morreram nas últimas 24 horas.
O número de vítimas separatistas pró-Rússia não foi divulgado.

Informações: BBC

Wilson Ferreira

Técnico em SEO, liberal apartidário, autodidata em História, fascinado por mistérios, fundador e escritor. Nosso blog é focado em teorias da conspiração, porém você encontrará muitos artigos sobre política, história, sociedade, religião, misticismo, ocultismo e tudo que desperte um certo mistério.
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