Processo decisivo contra a Monsanto é ignorado pela grande mídia


O que acontece quando um advogado corajoso e alguns cidadãos tentam derrubar a Monsanto? A ‘grande mídia’ não noticia a respeito, para começar…

Esforços para divulgar uma ação coletiva contra a Monsanto por propaganda enganosa relacionado ao agrotóxico Glifosato, comercializado às toneladas no Brasil como ‘Roundup’, que deu entrada no Tribunal de Justiça de Los Angeles no dia 20 de abril de 2015 foram rejeitados por quase todos os meios de comunicação ‘de massa’.

Não diferem em nada entre si, grandes redes de notícias como a Fox, NBC, CNN, ABC ao se recusarem a noticiar que um processo contra a Monsanto foi ajuizado, de uma Globo, do Estadão, da Folha de São Paulo, (só para citar alguns veículos da ‘grande mídia’ do Brasil) deixarem de noticiar o fato de que os Deputados Federais querem retirar a obrigatoriedade da rotulagem dos produtos que contenham transgênicos no Brasil. (Editado em 10/08/2015).

Nos Estados Unidos, a proposta do deputado federal Mike Pompeo, dos Republicanos é chamada de DARK Act (Deny Americans the Right to Know), HR 1599, que iria dar imunidade jurídica à Monsanto e impedir que os Estados exigissem a rotulação dos transgênicos.

Aqui no Brasil, o propositor da retirada da obrigatoriedade da rotulagem transgênica é o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS).

Você poderia pensar que noticiar sobre algo que o mundo inteiro quer ver – o primeiro passo para a queda efetiva da Monsanto – seria uma notícia ‘quente’; uma novidade interessante que todo jornal, emissora de rádio e que blogueiros iriam querer espalhar a notícia através de suas páginas com manchetes garrafais? Mas espere… somente seis corporações dominam toda a mídia americana, o que significa que não se pode contar com essa ‘sorte’.



É por isso que você tem que ir para sites como a Russia Insider ou a Al Jazeera para encontrar notícias verdadeiras, além de certos canais de notícias alternativas, tanto nos Estados Unidos como no Brasil, e mesmo aquelas são caiadas de branco no Facebook e recebem classificações secundárias em páginas do Google, como acontece com a Revista ecoLÓGICA.

Matthew Phillips, o advogado que processa a Monsanto na Califórnia por publicidade enganosa nas embalagens do Roundup, pediu ao LA Times, New York Times, Huffington Post, CNN e Reuters, uma das maiores agências de notícias do mundo para se informarem sobre a ação judicial (Processo nº: BC 578 942), mas todos esses canais de comunicação bloquearam as informações fornecidas por ele.

Quando Christina Sarich, a autora do artigo que traduzo aqui, ligou para Phillips, ele disse a ela que tentou publicar no verbete sobre a Monsanto na Wikipedia, mas a informação sempre ‘desaparecia’. Ele mencionou também que notou o dasaparecimento de mensagens sobre este processo no Facebook.

Phillips aponta que, enquanto a Monsanto puder manter esse processo fora do radar das notícias nacionais dos Estados Unidos, sua base de mandantes seria relegada apenas para os cidadãos da Califórnia.

Se outros advogados utilizassem seu processo, escrito em Inglês, desprovido de ‘jurisdiquês’, para encorajar outros a usá-lo como base para que tomassem medidas contra a Monsanto, então de repente o número de pessoas a processar a empresa poderia facilmente ultrapassar a casa dos milhões. Isto é, se você se juntasse com todos os consumidores nos Estados Unidos (ou no Brasil), que compraram um frasco de Roundup em uma loja de produtos agropecuários (ou como nos USA, uma loja de DIY – Do It Yourself [ou Faça Você Mesmo]), nos últimos quatro anos, sem suspeitar que poderiam arruinar sua boa saúde.

Outra possibilidade, de acordo com Philips, relata Christina, é que a Monsanto poderia tentar ‘empurrar’ o processo, com inúmeros recursos jurídicos, até chegar a um tribunal federal, a fim de tentar contornar um julgamento adverso provável. Mas neste caso, a ação coletiva seria também aberta o outros consumidores, além daqueles que residem na Califórnia. Esta é certamente uma ideia que a Monsanto não quer semeada na psique americana.

Phillips está extremamente confiante de que está em uma boa posição em relação à Monsanto, na condução do processo atual, e a salvo de algum juiz que pudesse ser corrompido pela Monsanto.

Seu entusiasmo é palpável, já que muitos cientistas e eméritos professores se ofereceram para serem testemunhas-chave nesse processo, quando ele for a júri. O advogado diz que ele se recusa a entrar num acordo e espera que outros 49 promotores de justiça de outros 49 estados usem seu caso como jurisprudência. Brinca…

Os fatos do caso são realmente óbvios

Phillips também afirma que “propaganda enganosa” e “enganadora” são sinônimos de acordo com a lei californiana, de modo que o fato da Monsanto afirmar que existem enzimas em seu produto que não têm como alvo os seres humanos – bem, isso é muito mais que apenas enganosa. Este equívoco óbvio da Monsanto é um segredo bastante conhecido entre muitos cientistas que são contrários aos transgênicos. Esta enzima está definitivamente presente em seres humanos.

Aqui está com uma declaração pode ser «enganosa» quando a Monsanto afirma que, “Roundup tem como alvo uma enzima encontrada apenas em plantas e não em seres humanos ou animais”, que realmente é:

A síntese EPSP, também conhecida como (3-phosphoshikimate 1-carboxyvinyltransferase) é encontrada na microbiota que reside no trato intestinal, e, portanto, a enzima é “encontrada em seres humanos e animais.” É, em parte, responsável pela ativação da imunidade e ainda ajuda nosso intestino e o cérebro a comunicarem entre si.

A síntese EPSP é encontrada entre outros micróbios benéficos que produzem neurometabolites, que são neurotransmissores ou moduladores da neurotransmissão.

Além disso, embora esta parte não será usada no processo de Phillip:

“Há cada vez mais evidências de que a exposição ao herbicida Roundup da Monsanto, pode ser uma causa subjacente de distúrbios do espectro do autismo (ver [19]). O glifosato, o ingrediente ativo, atua por inibição do-3-fosfato ácido sintetase (EPSPS sintase) da enzima 5-enolpyruvylshikimic na via do chiquimato que catalisa a produção de aminoácidos aromáticos. Este caminho não existe em animais, mas ela existe em bactérias, incluindo aqueles que vivem no intestino e são agora conhecidas por serem, tanto uma parte do nosso corpo, como nossas próprias células. Um dogma amplamente aceito é que o glifosato é seguro, devido à falta da enzima EPSPS em nosso corpo. Este, porém, não se sustenta agora que a importância da nossa microbiota para a nossa fisiologia é clara.”

Embora a Monsanto esteja ‘apenas’ a ser processada por propaganda enganosa neste caso, é um precedente importante para, eventualmente, derrubar um dos gigantes da biotecnologia que está envenenando o planeta. Deve enviar uma mensagem clara à Dow, Bayer, Cargill e Syngenta também.

Por favor, mostre à ‘grande mídia’ que não seremos silenciados, e passe essa informação para quem você conhece. Se você mora na Califórnia, considere tomar parte da ação. Se você é um advogado, Phillips está à disposição para discutir seu processo com você na esperança de que você irá adicionar seu estado para a crescente lista dos que lutam contra a agricultura industrial e as intimidações de biotecnologia.

Phillip foi convidado para falar na Los Angeles Marcha Contra a Monsanto. Você pode ler mais sobre o seu caso, aqui.

Conselho final do advogado?

“O glifosato mata – é feito para tal.”

* O autor também tem um site para quem quer ir fundo para este processo.

Informações: http://www.anovaordemmundial.com

Wilson Ferreira

Técnico em SEO, liberal apartidário, autodidata em História, fascinado por mistérios, fundador e escritor. Se cada um fizer a sua parte, compartilhando no facebook e outras redes sociais, você estará ajudando o cenário político brasileiro, vamos juntar nossas forças em prol de um Brasil melhor.
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