28/06/2018

Frédéric Bastiat e o liberalismo clássico

Frédéric Bastiat e o liberalismo clássico
Frédéric Bastiat e o liberalismo clássico

Frédéric Bastiat e o liberalismo clássico

Claude Frédéric Bastiat nasceu em 30 de junho de 1801, em Bayonne, França. Filho de um rico comerciante, foi criado por um tio, pois sua mãe morrera quando tinha sete anos e seu pai, quando tinha nove. Deixou a escola sem se formar aos dezessete anos para trabalhar na firma comercial do tio. Logo depois, descobriu o liberalismo clássico e começou a estudar economia. Publicou vários trabalhos em defesa do livre-comércio e lançou, em Paris, em 1846, Le Livre Échange, um jornal dedicado a essa causa. Em 1848, tornou-se deputado da Assembleia Constituinte, mas acabou renunciando em 1850 devido ao estado deteriorado da sua saúde. Morreu em 24 de dezembro de 1850, de tuberculose, em Rma, aos 49 anos.


Frédéric Bastiat e suas obras

Um dos economistas mais influentes de todos os tempos, Bastiat deixou uma extensa obra dedicada à defesa da liberdade e à constatação da várias falácias econômicas, além de ter formulado ou aprofundado conceitos como o custo de oportunidade, a falácia de janela quebrada e a lei das consequências não intencionais.

Embora Bastiat tenha feito contribuições originais ao liberalismo clássico em centenas de artigos e alguns livros, A lei é, antes de tudo, uma exposição e um resumo extremamente claro e didático, além de uma aplicação a diversos casos concretos das ideias de outros pensadores, notadamente John Lock e Adam Smith. Assim, este livro serve como uma excelente introdução ao liberalismo clássico, corrente político-econômico para a qual a liberdade individual é o valor político fundamental e o principal promotor da riqueza, da dignidade e do progresso. Desse modo, os liberais clássicos defendem o individualismo, a democracia, representatividade, os direitos civis, a propriedade na economia e na vida privada dos cidadãos. Para eles, cada pessoas, ao buscar satisfazer seus próprios interesses, contribuirá para a riqueza geral da sociedade, e as interações livres entre pessoas no mercado são o melhores regulador possível da atividade econômica. Entre ois herdeiros intelectuais mais proeminente do liberalismo clássico estão a Escola Austríaca(que tem Ludwig von Mises e Friedrich Hayek entre seus representantes), a Escola de Chicago (da qual faz parte Milton Friedman) e os libertários ou anarcocapitalistas (que inclui Murry N. Rothbard). Embora haja diferenças substâncias entre eles, todos compartilham os mesmos princípios fundamentais.


Liberalismo

Aqui se deve fazer uma distinção importante: o termo "liberal" designa e designou historicamente muitas visões diferentes, às vezes, até opostas. nos Estados Unidos, veio a significar algo muito diferente do que queremos dizer neste livro (A Lei - Por que a esquerda não funciona? As bases do pensamento liberal) com "liberal" e do que isso significa na Inglaterra e no brasil. originalmente, "liberal" é quem defende a economia de mercado. Muitas vezes, em livros e artigos, o termo é traduzido de modo incorreto para o português como "liberal", sem alterações, causando sérios mal-entendidos. Por isso, é preciso prestar atenção à linguagem: muitas vezes, "liberal" quer dizer "de esquerda". Em consequência, alguns liberais passaram a se referir a si mesmos como conservadores, libertários ou anarcocapitalistas. Essas três palavras, no entanto, também têm significados próprios e podem designar visões muito diferentes do liberalismo. Estamos, aqui em uma verdadeira Torre de babel.


Os países mais ricos do mundo são os mais liberais

Por fim, ainda que o liberalismo, por razões de quem não convém tratar aqui, tenha péssima fama, a realidade não cessa de lhe dar razão: os países ricos e prósperos, onde há menos pobreza e melhor qualidade de vida para todos aqueles onde vigora o capitalismo, em que a intervenção estatal é a menor possível e a liberdade individual é valorizada. O Índice de Liberdade Econômica da Fundação Heritage não deixa dúvidas quanto a esse ponto. A simples observação mostra que os países mais ricos do mundo são os mais liberais, assim como são países em franco desenvolvimento. Os chamados "Tigres Asiáticos" enriqueceram em pouco tempo ao aplicar o receituário liberal. O chiles é um dos países mais desenvolvidos da América Latina (34º lugar em IDH, enquanto o Brasil está no 75º) e é o único a aplicar o receituário liberal há décadas. Há exemplos negativos: a maior tentativa da história humanada de planejar todos os aspectos da vida e da economia, a união Soviética, terminou em ineficiência, pobreza, opressão, morticínio e colapso. A tentativa de instaurar um "socialismo do século XXI" na Venezuela resultou em uma crise econômica e social de proporções inéditas. Os países que ainda mantêm regimes de inspiração socialista, como Cuba e Coreia do norte, estão entre os mais pobres e opressores do mundo.


Conclusão sobre o liberalismo

É impossível, com tanto dados e exemplos práticos, negar as qualidades bastante superiores do liberalismo na promoção da riqueza, da dignidade e do bem-estar.
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